Imagem do cabeçalho: "O Grande Canal de Veneza" (detalhe) de Turner

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

FACETAS (30)



É preciso ao menos
Um tempo mínimo de lucidez
Para especular sobre o declínio
Enquanto se vê dele uma simulação
Esboçada em tela.
Para isso se prestam bem
Esses mornos finais
Das tardes de primavera.


Marcantonio


8 comentários:

Fred Caju disse...

Prefiro assim mesmo: um tempo mínimo de lucidez.

Tania regina Contreiras disse...


Uma cópia do real às vezes fala mais do que a realidade.

Beijos, Marquinhos

Eleonora Marino Duarte disse...

tempo mínimo em momento máximo de inspiração!
*a foto está fantástica!


beijo, poeta.

Tatiana disse...

O céu parou para ser pintado!

Bípede Falante disse...

Perfeitos e móveis como nuvens e palavras gordas de tempos.

Beijoss

Marisa Matos disse...

Olá! Muito boa suas poesias. Parabéns.
Abçs: http://poesirios.blogspot.com.br/

Primeira Pessoa disse...

declínio é feijão com arroz.
é da condição humana.

cê ja prestou atenção no quanto declinamos todos os dias, dando passos decididos em direção à morte?

se me pedir pra mudar a prosa, afirmarei que declínio é arroz com feijão.

e dá no mesmo.

abração, marquinho.

Ira Buscacio disse...

toda lucidez será perdoada? sei não, ainda prefiro que a dose seja mínima.
multiplas facetas para uma voz incrível, eu gosto.
bj

p.s. a imagem é lindíssima!