Imagem do cabeçalho: "O Grande Canal de Veneza" (detalhe) de Turner

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

TEMPO DE EXPOSIÇÃO (67)

DESPRENDIMENTO

O medo também cede
Ao avanço do outono,
E
Cai folha
Por folha
Da árvore
Da vida.


11 comentários:

Rosangela disse...

Tão verdade. Não sei ainda se me causa medo, ou ousadia em viver.

dade amorim disse...

Deixa que ele vá embora, folha por folha.

Beijo, Marco.

Letícia Palmeira disse...

Andei lidando com a morte esses dias. Ler seu poema me fez lembrar que ela existe (ainda).

Abraços.

Marcelo Henrique Marques de Souza disse...

O outono é talvez a mais interessante das estações, justamente por esse sentido de perda, as folhas que não se contentam em si..

Abraço

Sam disse...

de cada folha que se vai
cai memórias do varal.

beijo na alma :)

Lidi disse...

Muito bonito, Marcantonio.
Abraços.

LauraAlberto disse...

folhas caem, mas outras virão
a mim, não me custa o momento exacto em que todas as folhas se foram, custa-me mais vê-las cair

abraço
LauraAlberto

cirandeira disse...

Quase sempre o medo cede a cada estação, mas a árvore da vida permanece para que brotem outras folhas; as que caem poderão servir
para adubar o solo...!
Essa imagem é de uma expressão tão
forte, tão revelasdora!!!

beijo

Lucas Holanda disse...

Lindas as imagens, tanto do poema quanto a foto.

Sônia Brandão disse...

E quando cair a última folha não haverá mais medo, não haverá mais nada.

Beijos e Boas Festas!

Cris de Souza disse...

Recolho-me a minha insignifância- foi o que passou na mente.