Imagem do cabeçalho: "O Grande Canal de Veneza" (detalhe) de Turner

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

INDEPENDENTE

Obstinado,
o poema incubado
aflora,
na exigüidade
do teclado.
Assim como a vida
lá fora,
não perde oportunidade
de traduzir-se em flores,
mesmo
na saturação de cores
da pós-modernidade.



Klimt, Jardim com Girassóis, óleo s/ tela, 1906.

5 comentários:

betina moraes disse...

escolheu muito bem o quadro! o autor (um dos meus amores na pintura!) sabia "saturar" a imagem sem desorientar nossos sentidos, pelo contrário, nos convidando ao deleite das cores, formas, mínimos, máximos... dando ao espectador a oportunidade de exaurir-se na beleza! assim como flores no centro de uma metrópole.

suas palavras expandiram o poema com a ideia de nascerem flores como nascem palavras em um teclado, mesmo com tudo o que não cabe mais no mundo lotado de inutilidades!

marco, andando pelo blog eu vejo que você está no auge do exercício de sua força criativa. é um grande estímulo ver acontecer.

beijo.

Lara Amaral disse...

Poema que cresce dentro da gente, enrubesce a face.

Beijo.

Tania regina Contreiras disse...

Concordo com a Bentina, ao te ler sentimos que a criatividade está explodindo e talvez o Azul seja a transição para outro espaço, tão desejado, tão esperado: o livro!:-)
Poema e quadro belíssimos, Marquinho. Tenho citado e postado seus textos vez em quando em listas de discussão, fazendo referência aos seus blogs, porque você é um dos grandes poetas que surgem nesses tempos de agora, digo-o com convicção!
Abraços,

Cris de Souza disse...

tá que tá, heim!

o poema e a imagem conversam num ritmo único, observo sorrindo...

beijo, mago.

Bípede Falante disse...

Eu, que hoje estou tão azeda e mau humorada, achei tão bonito.