Imagem do cabeçalho: "O Grande Canal de Veneza" (detalhe) de Turner

sábado, 22 de outubro de 2011

TEMPO DE EXPOSIÇÃO (41)

PONTOS POR POLEGADA

Ampliada sucessivamente
A tua fotografia,
O teu ser não aumenta correspondente,
E ocorre estranha magia:
Surgem alvéolos de branca ausência,
Crescem os vazios entre as estrelas,
E em meio a tua imagem expandida
Tu desapareces.

Entre tantos pontos não mais te acho,
Mas acho que a tudo isso acontece.

Yousuf Karsh (1908-2002), Einstein, 1948.

7 comentários:

Vais disse...

um diamante, foi o que ouvi de uma pequena ao terminar de ler, e ela tinha um chocolate nas mãos na forma de um losango e o comeu.
:)
um abraço

D.Everson disse...

pense num poeta hermético =]

Tania regina Contreiras disse...

Cresça e desapareça! Quase não via este poema, não podia!!!!
Beijos,

Kenia Cris disse...

Ou isso ou vinho. ;-)

Teria adorado vê-lo no encontro da Tertúlia esse ano! Tomara que possa vir a Minas no próximo. <3

Beijo sempre carinhoso.

cirandeira disse...

O surpreendente de tudo o que acontece nesse vastíssimo Universo
é que embora ínfimas partículas que somos continuamos a existir,
visíveis ou não, sob as mais variadas formas, em permanente transformação!
Às vezes, a tua poesia adquire uma
imagem multidimensional e fico a
procurar estrelas entre galáxias e
cometas: sinto-me tão pequenininha!!!

um beijo

Bípede Falante disse...

Além de escrever bonito, como você é inteligente! Peste!! :)
beijosss

Cris de Souza disse...

acontece que você é ge-ni-al!