Imagem do cabeçalho: "O Grande Canal de Veneza" (detalhe) de Turner

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

TEMPO DE EXPOSIÇÃO (46)

VEJA BEM

Eu não sou nada
Do que você imagina,
Nem abaixo
Nem acima
Ou a sua altura,
Muito pelo contrário.

Sou
Inventário
Das lacunas
Num formulário
Sombrio.

A tua imaginação
Piedosa
É que preenche
Meus sacrários
Vazios.


Andreas Feininger, Leica Photographer, 1951

10 comentários:

Analuz disse...

posso assinar esse poema também? rs

diz muito do que eu sinto...

Beijinho com admiração!

dade amorim disse...

Acontece.
Mas é preciso fazer algum juízo, parece.

Beijo, Marco.

Tania regina Contreiras disse...

Será??????

beijos,

Átila Goyaz disse...

Não há como nada ser... Mas há como fingir ser nada.
Abraços!

Mima disse...

Interessantíssimo.

Ana Ribeiro disse...

Que bela teoria da recepção! Só mesmo você para descrever poeticamente questionamentos teóricos tão complexos.

Celso Mendes disse...

Em tempos de exposição, o olhar é quem faz a imagem.

Excelente.

Abraço.

Lidi disse...

Adorei, Marcantonio. De verdade.
Abraços.

Bípede Falante disse...

Vejo bem, sim, e acho deliciosa a paisagem móvel e carnívora das tuas palavras!
beijosss

Bípede Falante disse...

A gente sabe mas a gente não quer acreditar.
beijosss