Imagem do cabeçalho: "O Grande Canal de Veneza" (detalhe) de Turner

quinta-feira, 9 de junho de 2011

PROVAS DO ARTISTA (4)

PROPORÇÕES

Pequenas coisas
Podem ser enormes,
Pequenos orbes,
Tal a sua carta
Que nunca chega
Ou esse brinquedo
na vitrine
Que, não sei por que,
Imagine,
Tanto me comove.

Evandro Carlos Jardim, gravura em metal (DAQUI)




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8 comentários:

Luiza Maciel Nogueira disse...

coisas minúsculas, por vezes podem ser imensas

beijos

margoh werneck disse...

Em dias de carências (insolúveis)
vejo tudo lentes aumentadas.

Abraço

Celso Mendes disse...

a mim também comove. como esse pequeno poema. por que será?

belo, meu caro.

abraço!

Bípede Falante disse...

Marcantonio, estou lendo um livro de poesia soviética desde ontem. Poetas nascidos no início do século XX já com a loucura desse nosso. Imprevisíveis, geniais, marcantoniais. Você vai ter de ler!
beijos

Sônia Brandão disse...

Nas pequenas coisas, o encanto da vida.

bjs

Cris de Souza disse...

esse poema é imenso, dado a várias jogadas... como gosto disso, mago!

LauraAlberto disse...

um grão de areia, pequeno, pequeno entra nos nossos olhos e faz-nos chorar. será dor? será lembrança?

Beijo
Laura

Bípede Falante disse...

Esse brinquedo que escapa das mãos, que recebe o nosso sopro, que rola sobre a mesa, sobre o chão, que parece tão perfeito no seu preto no branco, às vezes, branco no vermelho e sei lá que outras cores, esse brinquedo tem vida própria, um bocado de senso de humor de uma dose incomensurável de horror.
beijinho.
BF