Imagem do cabeçalho: "O Grande Canal de Veneza" (detalhe) de Turner

sexta-feira, 17 de junho de 2011

PROVAS DO ARTISTA (10)

FANTASMAS

Madrugada nada medonha:
São os nomes desencarnados
De seus objetos
Que estão a arrastar correntes
Nos corredores desocupados
Da minha insônia.

Marcelo Grassmann, s/ título, gravura em metal


















Mais de Marcelo Grassmann AQUI

9 comentários:

Batom e poesias disse...

Arrancou-me um sorriso...

Adorei a escolha da imagem.
Grassmann é muito bom!

Bj
Rossana

Tania regina Contreiras disse...

Imagem e poema se encontraram bem aqui...E os nomes desencarnados de seus objetos me dão aflição só de pensar.
Mais um poema para o meu acervo de leituras inquientantes... :-)
Muito bom, Marquinho!
Abraços,

Zélia Guardiano disse...

Formidável, Marcantonio!
Gosto demais do tema que você, de forma espendorosa, aborda.
Bjs

Adriana Karnal disse...

Marco,
a metáfora da insônia com corredores é maravilhosa, me veio a imagem da solidão que só a madrugada tem.belo.

marlene edir severino disse...

Instigantes sons de arrastadas correntes...

Gostei muito!

Abraço,Marcantonio

Marlene

Jefferson Bessa disse...

palavras flutuantes
sem carne
que nos envolvem.
Abraço.
Jefferson.

Bípede Falante disse...

Minha insônia experimentou todos os meus pijamas e bebeu todos os meus copos de leite antes de se transformar no meu pesadelo.
beijosss
BF

Menina no Sotão disse...

Há tempos não tenho insônia, mas quanto costumava ter, ela costuma pedir taças, vinhos, livros e músicas. rs
Não tenho saudade, porque mesmo sem insônias as noites me permitem tudo isso. rs

bacio

Cris de Souza disse...

se não disse, pensei: este poema é tão familiar. li e reli tantas vezes, nem imagina.