Imagem do cabeçalho: "O Grande Canal de Veneza" (detalhe) de Turner

terça-feira, 1 de novembro de 2011

TEMPO DE EXPOSIÇÃO (48)

FÁRMACO

Este poema não se concluirá,
Não será soneto, mal soará,
Sem chave de ouro:
É sorvedouro,
Uma esponja rústica,
Apenas
Mata-borrão de angústia.


Alexsander Rodchenko, Vladimir Mayakovky, 1924.

7 comentários:

Adriana Karnal disse...

e Mayakovsky é a cara da angústia

Jenny Paulla disse...

Felicidade em pílulas.

Cosmunicando disse...

eu vou ter que levar isso pro Literapura :)

Celso Mendes disse...

O que importa é que a dose esteja certa. Placebo ou veneno é só questão de dose. Até penso que o veneno seja mais útil para a poesia. Sem chave de ouro, mas que atinja a alma.

abraço.

Daniela Delias disse...

Angústia que é vida, dor, mas sobretudo movimento. E aqui vira poesia...belíssimo!
Um beijão!

Tania regina Contreiras disse...

Este poema é, mais um, dos delírios poéticos seus que bem me falam à alma...
Beijos,

Cris de Souza disse...

Putz, poemAÇO!!!