Imagem do cabeçalho: "O Grande Canal de Veneza" (detalhe) de Turner

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

TEMPO DE EXPOSIÇÃO (52)

ALAVANCA

Quero um tanto de empatia
Para com as minhas palavras
Sempre ávidas de folguedos
Na prancha
Entre a infância e a velhice:
Gangorra inacabada
Apoiada sobre o medo.


Diane Arbus, Criança com uma Granada
de Brinquedo no Central Parque, 1962.

8 comentários:

Andrea de Godoy Neto disse...

Marco,
que imagem maravilhosa essa da gangorra... fiquei aqui pensando sobre ela, sobre tudo o que somos entre a infância e a velhice, as nossas urgências, os desatinos...para manter o equilíbrio temos que andar passo para lá, passo para cá, passo para lá, passo para cá, como que retardando o extremo inevitável

minha cabeça já pensou um sem-número de sandices que se eu fosse descrever nunca mais sairia daqui, porque cada qual puxa outra pela perna e assim vamos em espiral de insanidade...rsrs

então: adorei o poema, me instigou, vou seguir pensando mais umas horinhas, depois devo dispersar a mente

beijo pra ti!

Analuz disse...

gangorra apoiada no espanto...

Beijinho de fã, poeta artista!

Tania regina Contreiras disse...

Pensando, Marquinho. Pensando, que você-poeta me põe sempre a pensar...
Beijos,

Adriana Karnal disse...

é que a palavra nova ou velha desperta um certo medo, ela é a coisa em si, não só um montinhos de letras.como tu bem dizes, é o medinho da gangorra quando decola ou aterrisa.

Vais disse...

a foto, a gangorra subindo e descendo, a respiração suspensa e um frio na boca do estômago

um abraço

Marcelo Henrique Marques de Souza disse...

Bela imagem essa do final. O tempo é um material de luxo para o poeta.

Maíra da Fonseca Ramos disse...

Passando aqui para conhecer o teu espaço. As imagens são belas, belíssimas!

Sílc disse...

Calou fundo. Passado e presente se misturam. Meus sentimentos estão iguais a Andrea.Peguei emprestado, Alavanca.
Beijos com carinho,
Sílvia