Imagem do cabeçalho: "O Grande Canal de Veneza" (detalhe) de Turner

quinta-feira, 5 de maio de 2011

INTERIORES E VIDA SILENCIOSA (XXIII)

25 – interior com estradas e saídas

Nas quatro paredes,
centenas de janelas
flutuantes,
retráteis;

e duas portas:
uma, fechada a chave,
dá para a rua,
a outra, entreaberta,
para o fim do mundo.

Kurt Schwitters, Oorlog, colagem, 1930

8 comentários:

Sam disse...

e foi justamente essa
do fim do mundo que escancarei
entrei com pé direito,
ou esquerdo, nem me lembro
mas me esqueço
das voltas que dei
até decidir adentrar
atravessá-la e ...

C
A
I
R

justo naquele vão trancado que não percebi e que estava dentro de mim.
Meu carinho,a migo.
Samara Bassi

Assis Freitas disse...

vc conhece a história do cronópio pequenino de Cortázar que procurava a chave da porta da rua na mesa de luz, a mesa de luz dentro do quarto, o quarto dentro da casa, a casa na rua. E aí se detinha, pois para sair à rua precisava da chave da porta.


abraço

Luiza Maciel Nogueira disse...

vamos cair ao fim então! :)

bjs

Domingos Barroso disse...

E o mundo infinito
quando a porta
dentro do coração
[a principal]

mostra-nos outras imagens
em outras terras
...

Forte abraço,
camarada.

Camila disse...

Pude ver um espaço aberto aí para um grande amor.

dade amorim disse...

Essa porta para o fim do mundo fica sempre entreaberta, não é mesmo?

Beijo pra você.

betina moraes disse...

paisagem quase surreal. adoro!


fico com a porta que vai para o fim do mundo, não por nada, apenas por dar passagem.


ótimo verso!

um beijo.

Bípede Falante disse...

Portas que pariu! E a gente faz o quê????
beijos