Imagem do cabeçalho: "O Grande Canal de Veneza" (detalhe) de Turner

sexta-feira, 20 de maio de 2011

INTERIORES E VIDA SILENCIOSA (XXXV)

37 – interior com um tipo de artista

Basta polir
com a ponta
dos próprios dedos
um quadrado imaginário
numa das quatro paredes
e um pequeno espelho
aos seus olhos surgirá:

- Um diamante raro! Ele dirá.

Philippe Halsman, Salvador Dali Atomicus, fotografia

3 comentários:

Fred Caju disse...

O eu é soberano. No final nossas obras sempre tornam-se espelhos.

Lu disse...

Confesso sentir certa preocupação ao ler-te. É como apontar o dedo pra mim e se assim o for, que faço eu com meu persoangem mais insano? hummmm

bacio

Emoções disse...

Os poetas não são azuis nem nada, como pensam alguns supersticiosos, nem sujeitos a ataques súbitos de levitação. O de que eles mais gostam é estar em silêncio - um silêncio que subjaz a quaisquer escapes motorísticos e declamatórios. Um silêncio... Este impoluível silêncio em que escrevo e em que tu me lês.