Imagem do cabeçalho: "O Grande Canal de Veneza" (detalhe) de Turner

terça-feira, 9 de agosto de 2011

PROVAS DO ARTISTA (43)


INFRA

Sob o obturador da minha
Pele
Não trabalham no escuro
Vísceras e músculos:
É luz que maceram,
Inda que luz de crepúsculo.


Antoni Tapies, Sem Título, litografia, 1967

5 comentários:

Luiza Maciel Nogueira disse...

genial Marco, esse poema tem os contrários inseridos em equilíbrio. Muitíssimo bom, coisa de mestre!

beijos

Jenny Paulla disse...

minhas vísceras foram trituradas pelos traços e rabiscos de toda essa arte.

Tania regina Contreiras disse...

Pensando...que teus poemas me deixam assim muitas vezes: pensativa...
Bjos

Bípede Falante disse...

A gente guarda mesmo lugares escuros. Muitos. E coloca lá também o que está bem a nossa vista.
Beijosss

Celso Mendes disse...

No fundo a luz é a energia que move toda forma de vida no planeta. Em última análise, toda célula se nutre dela, mesmo onde ela não atinge diretamente. Esse poema me despertou essa viagem...rs Mas realmente tem aí uma imagem e uma mensagem muito bem elaboradas. Gostei demais.

abraço.