Imagem do cabeçalho: "O Grande Canal de Veneza" (detalhe) de Turner

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

PROVAS DO ARTISTA (54)


AMPLO

Eu já me distendo, praia
Na maré baixa;
Ora vejo dois horizontes.
E as desilusões,
Outrora grandes ondas
De afronta e perda,
Vêm em vagas notícias,
E me beijam humildes
A fronte,
Larga faixa, serena, seca.


Mira Schendel, s/título, gravura (monotipia), 1966 (Daqui)

10 comentários:

Bípede Falante disse...

Beijos humildes é o que a nossa ternura quer.
beijos :)

Paulo Jorge Dumaresq disse...

Sempre um arraso, Marco.
Não sei o motivo, mas esses "dois horizontes" me remeteram a dois olhos femininos.
Abraços e alegrias, amigo.

Raul Motta disse...

O corpo se amplia,
se faz mundo...

Abraços, bons caminhos!

cirandeira disse...

O poema é lindo!, perfeito!
Mas o mar é regido por marés...!? :)
O mar me remete ao nosso inconsciente, sempre cheio de surpresas!?

beijoss

Analuz disse...

Fascinante imensidão...

Beijinho, poeta!

Celso Mendes disse...

a amplitude existe para mensurar todas as pequenezas que nos tocam os limitados sentidos.

muito belo, poeta.

abraço.

Tania regina Contreiras disse...

AH!!! Tão bom te ler....
bjos

marlene edir severino disse...

Fico horas,
olhando o mar, as ondas,esquecida,
perco-me em divagações

Senti-me diante do mar
com teu poema

Belo poema, Marco!

Abraço

Marlene

betina moraes disse...

vindo ao blog:

muito bom, marco! sempre a textura exata na paisagem que você pinta!


abraço!

marlene edir severino disse...

E esta amplidão de divagações a que o mar nos remete...

Lindo!
Divaguei nesses horizontes como se olhando estivesse o mar.

Abraço!

Marlene