Imagem do cabeçalho: "O Grande Canal de Veneza" (detalhe) de Turner

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

APONTAMENTO NA BORDA DO DIA (5)



Quando reparei nela
pela primeira vez,
a sexta-feira era apenas 
um esboço de madrugada
carregada de nuvens.
A chegada do sol
não cobriu inteiramente
a versão inicial:
ele não passou uma borracha
naquilo tudo.

2

Mas aquela cigarra urbana
parece que combinou comigo!
Mas não pode ser a mesma,
salvo se é delírio.

5 comentários:

Dario B. disse...

Poeta, pra que correr à enciclopedia para saber quanto tempo vive uma cigarra? Pouco importa. Onde quer que vás, ela te acompanhará. Abração.

Mai disse...

O canto do dia e os encantos quando o dia vem.

Muito bom!

abraços e bom final de semana.

betina moraes disse...

cigarras são delírio do dia não do poeta.


belo apontamento.

abraços

Cris de Souza disse...

a cigarra
formiga
no seio

nesta sexta, cai bem uma cesta de beijos.

Luiza Maciel Nogueira disse...

Cigarras mentem, delirios distorcem pela emocao bjs.