Imagem do cabeçalho: "O Grande Canal de Veneza" (detalhe) de Turner

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

APONTAMENTO NA BORDA DO DIA (18)

Hoje, os meus ventos
literais
não inclinam a palmeira
para a metáfora.

Vejo um dia imóvel.

10 comentários:

Mai disse...

Que as palavras te soprem
epifânias numa brisa qualquer.
Gosto quando a negação afirma.
Há momentos onde quanto mais eu calo, mais falo.

legal!

Cris de Souza disse...

ainda assim, balança...

bom dia, meu mago!

homensdopantano disse...

todos os dias
são imóveis
um moto-contínuo
de repetição
soluasol

Cris de Souza disse...

nossa, só agora notei o vídeo, essa canção é simplismente oceânica!

notinha: tive o privilégio de assistir por duas vezes o legião urbana.

Cris de Souza disse...

e me emociona profundamente...

Mai disse...

Gosto também da música e do vento que vai levando tudo embora...

[e quando não, sopram os poemas]

S. disse...

O blog como sempre lindo e azul e doce e belo e brisa. Beijos e obrigado pelas palavras sempre. as daqui e as de lá.

betina moraes disse...

marco,


para começar, o meu ex-vizinho renato russo fez uma das mais belas lamentações para ser dita da pedra, ao mar,

já foi tema de muitas de minhas considerações a respeito da passagem do tempo etc. é belíssima!

então vem você e completa com uma outra consideração, a do tempo que não se move em acontecimentos.

ficou muito bonito.

abraços.

Assis Freitas disse...

inclinações, eu declino

abraço

Lou Vilela disse...

Seus apontamentos, desde o título, são uma belezura.

Gosto bastante do Legião. ;)

Abraços