Imagem do cabeçalho: "O Grande Canal de Veneza" (detalhe) de Turner

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

SALINO

Como uma onda que retorna,
deixo nas tuas costas
um rastro de suor.

Quando secar
terás no teu
o sal do meu corpo.

Egon Schiele, Nu, aquarela e grafite s/ papel

6 comentários:

Tania regina Contreiras disse...

Quando secar...será arte. Aquarela? Belo poema...
Beijos

Mai disse...

Gostei demais e me veio uma imagem sempiterna, aquela do infinito.

Mas também me ocorreu que o sal é elemento comum algo que fica e a pele absorve. Na natureza - o mar e suas ondas n'areia deixando molhada a areia que se inunda de água e sal.

Metáfora de inundação e perenidade.
sensualíssimo e igualmente delicado.
Como disse a Tânia, e a contar pela imagem - uma bela aquarela.

abraços e bom dia!

Bípede Falante disse...

Nossa, Marcantonio, que sedutor :)

Cris de Souza disse...

tem gosto de quero mais...

ô delícia!

betina moraes disse...

marco,

erótico com delicadeza,

perfeito!


abraço.


PS: que aquarela fantástica!

Lou Vilela disse...

O texto reverbera beleza e sensualidade. Um primor!

Um abraço