Imagem do cabeçalho: "O Grande Canal de Veneza" (detalhe) de Turner

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

TESTE

Procuro por algo primitivo,
Sem eixo de rodas,
Sem corrente elétrica.

Um caminho coberto
Por seixos antigos, partidos,
Que rosnem sob meus pés.

E um rio, recorte irregular,
Cantando
Entre dois planos com odor
Absoluto de terra.

Ali perdido, aguardarei saber
Se a civilização terá me seguido.

Caspar David Friedrich, Wanderer above the Sea of Fog






5 comentários:

betina moraes disse...

seria como fazer a volta no ciclo da existência.

bonito, marco.


abraço.

Tania regina Contreiras disse...

Ah, eu ando procurando MUITO esse lugar primitivo!
Beijo, Marquinho

Mai disse...

caminhando com o poema foi possível. Portanto há este lugar.

P.S.

1 - aqui onde moro ainda há uns cntinhos assim, intocados de mansuetude e imensidão. Nesses lugares o silêncio ecoa com o barulho das águas, dos pássaros, do vento...

2 - Teu poema se impôs como uma espécie de exercício

Cris de Souza disse...

desde os primórdios, né?

Dalva Maria Ferreira disse...

Adorei os seixos rosnando! Você...