Imagem do cabeçalho: "O Grande Canal de Veneza" (detalhe) de Turner

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

APONTAMENTO NA BORDA DO DIA (58)

Às vezes, quando já pus a cabeça no travesseiro,
Um poema importuno me ocorre.
Não me levanto para registrá-lo!
Resolvo submetê-lo ao acaso da travessia,
Decorando seus versos
Como quem conta carneirinhos.

Hipnos deve adorar esses meus poemas,
Se raramente os devolve a mim
Pela manhã.

6 comentários:

Assis Freitas disse...

comigo aconteceu de ficar a noite inteira com o poema, até que ele adormeceu


abraço

Cris de Souza disse...

processa esse tal de hipnos, artigo é o que não falta...

cirandeira disse...

Nossa memória não é fotográfica, e
o insight é mesmo como um flash de
luz: desaparece repentinamente.

beijo

P.S. Tenho guardado comigo o maior
e melhor apreço pelos poetas, e
estás entre eles.

Chorik disse...

É preciso também um pouco de poesia do lado de lá.

Sônia Brandão disse...

Quando isso acontece comigo preciso levantar e escrever para não ficar ali martelando na minha cabeça e roubando meu sono.

bj

Kenia Cris disse...

me irrita pensar num poema na cama e tê-lo esquecido pela manhã. =S

Mas eu encontrei um bom aliado - o celular! Dorme à cabeceira da cama e em caso de poema sonolento ou sonhado, serve de bloco de notas no escuro! =)

Beijoca!